Limitado na realização da reforma agrária pela escassez de recursos, o INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) acumula prejuízo de pelo menos Cr$1 bilhão (valor de abril último) pagos indevidamente a 118 procuradores autárquicos que, interpretando a legislação em causa própria, aumentaram em três vezes o valor das gratificações recebidas, a partir de novembro de 1988. A denúncia é do secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Lourenço Vieira da Silva. O processo, que se encontra no STJ (Superior Tribunal de Justiça), inclui o deputado federal Nílson Gibson (PMDB-PE), procurador do INCRA, que não recebeu a gratificação no mês de abril, mas terá de devolver Cr$320 mil à União, caso a decisão seja favorável ao INCRA (JB).