Empresários e pessoas físicas do Rio Grande do Norte querem comprar a ALCANORTE, empresa que está na lista de privatizações, criada em 1975 para a produção de barrilhas-- matéria-prima para a fabricação de vidros-- mas que está com as obras totalmente paralisadas. A informação foi dada ontem pelo ex-presidente da ALCANORTE Otomar Lopes Cardoso, ao ressaltar que hoje a empresa é um "elefante branco" onde foram investidos cerca de US$200 milhões, e que sua privatização viabilizaria a conclusão do projeto. Ele disse que para viabilizar a participação das pessoas físicas e empresários locais no processo de compra, poderia ser reformulado o modelo de privatização previsto pelo BNDES. O financiamento especial oferecido aos empregados-- a ALCANORTE tem 50 funcionários-- para adquirirem parte das ações da empresa poderia ser concedido aos empresários e pessoas físicas. Em um ano, com investimentos da ordem de US$100 milhões, a fábrica estaria pronta, disse (O Globo).