A não-redução do salário dos 53,9 mil servidores colocados em disponibilidade foi o maior fracasso da reforma administrativa do governo Collor. Esses servidores recebem os salários em casa, sem trabalhar, provocando uma despesa de Cr$4,2 bilhões por mês-- ou Cr$50,4 bilhões por ano. O presidente Fernando Collor só conseguiu demitir 30 mil dos 360 mil anunciados no início do governo. Se tivesse conseguido reduzir o salário dos disponíveis, o governo estaria economizando Cr$1,8 bilhão por mês ou Cr$21 bilhões por ano. Mas a intenção do governo esbarrou num dispositivo constitucional, que impede a redução do salário dos servidores (FSP).