OMS QUER ONGs NA LUTA CONTRA AIDS

O diretor do Programa Global da AIDS da Organização Mundial de Saúde (OMS), Michael Merson, defendeu ontem, no Rio de Janeiro, a participação das Organizações Não-Governamentais (ONGs) nas campanhas de prevenção da doença como única forma de evitar a expansão da epidemia. A mudança das características da epidemia no Brasil, afirmou Michael Merson, está preocupando a OMS, que teme a chamada "africanização" da doença. Como em vários países daquele continente, no Brasil a AIDS está crescendo entre heterossexuais e usuários de drogas. Outra preocupação da OMS, acrescentou ele, é com as crianças que estão ficando órfãs devido à morte dos pais aidéticos. Até o ano 2000, disse, 15 milhões de crianças poderão estar nesta situação. Hoje, segundo dados da OMS, há 11 milhões de pessoas-- das quais um milhão de crianças-- infectadas em todo o mundo. Pela projeção da entidade, 40 milhões de pessoas serão infectadas nos próximos 10 anos (O Globo).