Os Sindicatos dos Petroleiros, Químicos, Petroquímicos e Bancários das instituições financeiras estatais, que reúnem mais de 700 mil trabalhadores com datas-base em setembro, preparam-se para o que esperam ser a mais dura negociação de reajustes salariais com o governo, que já sinalizou não aceitar sequer repor perdas passadas ou indexar salários de acordo com a inflação. Essas categorias já criaram o Comando Único de Greve para pressionar a equipe econômica do governo e os parlamentares, que votarão uma nova política salarial, a aprovarem as suas exigências. Os petroleiros querem 142% de aumento salarial, mais 93% a título de perdas com o Plano Collor I e 20% de aumento real e produtividade. Os bancários marcaram cinco rodadas de negociações com a FENABAN e vão exigir a assinatura de um pré-acordo para afastar o Tribunal Superior do Trabalho de qualquer julgamento do conflito (JC).