CPI DO MENOR PROPÕE RIGOR CONTRA MATADOR

A classificação do assassinato de crianças como crime hediondo, o julgamento pela Justiça comum de policiais militares envolvidos em matança de menores e a proteção especial para quem testemunhar contra grupos de extermínio são as propostas que a CPI do Menor, reunida ontem em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, decidiu levar ao Congresso Nacional na próxima semana. O anúncio partiu da deputada Rita Camata (PMDB-ES), presidente da CPI, que, com mais oito deputados, ouviu depoimentos de vítimas da violência e integrantes de entidades de defesa dos direitos humanos. Rita Camata entregou ao vice-governador e secretário de Polícia Civil do estado, Nilo Batista, um relatório da CPI com 18 denúncias sobre desaparecimentos, assassinatos e venda de segurança no Rio de Janeiro, pedindo providências das autoridades. O vice-governador mostrou à deputada estatísticas sobre homicídios no estado e disse que desarticulou 15 grupos de extermínio nos últimos quatro meses. De janeiro a junho, 139 crianças foram assassinadas no estado, segundo as estatísticas (JB).