AMATO PROPÕE AÇÃO CONJUNTA DE CAPITAL E TRABALHO

O presidente da FIESP, Mário Amato, fez ontem uma proposta para a retomada do desenvolvimento industrial brasileiro: a união entre trabalhadores e empresários. A união, disse, teria como denominador comum a discussão dos problemas do setor com os trabalhadores. Amato excluiu desse processo, no entanto, a participação do governo federal, "que não deve ficar à margem mas também não deve prejudicar". Para ele, o Executivo deve ser o indutor da união. A proposta foi feita durante o seminário Desenvolvimento Industrial, organizado pelo "governo paralelo" do PT, em São Paulo. Questionado se os trabalhadores estariam dispostos a aceitar uma união com os empresários, o presidente da CUT, Jair Meneghelli, presente ao seminário, respondeu que o melhor seria trabalhar em cima de questões como contrato coletivo de trabalho, indexação salarial, distribuição de renda, reforma agrária, emprego, condições de trabalho e custo de vida. Disse ainda que a discussão em torno do relacionamento capital-trabalho é antiga e não tem avançado, fato que leva a uma roda-viva em que os lucros são priorizados em detrimento dos salários (GM).