Os EUA atacaram ontem as propostas sobre a proteção da atmosfera para a Rio-92 como "muito intervencionistas, ineficientes, além de estarem infringindo potencialmente a soberania nacional". A crítica foi feita durante o segundo dia da reunião do Prepcom, Comitê Preparatório da Conferência de Desenvolvimento e Meio Ambiente, que está elaborando, em Genebra (Suíça), os possíveis acordos a serem assinados pelos chefes de Estado no Brasil, em 1992. Os EUA querem no máximo a adoção de uma fórmula de "compromissos e exame" que possa resultar na redução dos gases de efeito estufa sem fixar limites para o dióxido de carbono-- considerado o pior transgressor (resultado da queima de combustíveis). Eles não aceitariam metas para a promoção da eficiência energética, como propõem os documentos do Prepcom. O Brasil apoiou o documento da reunião preparatória com uma ressalva: em vez de enfatizar uma mudança de padrão de energia, os países devem investir em maior eficiência energética. A delegação brasileira insistiu no antigo argumento dos países em desenvolvimento: sem novos recursos e transferência de tecnologias "ambientalmente limpas", os países em desenvolvimento não têm como colaborar (JB) (O Globo).