A transferência do controle acionário da Engesa para a British Aerospace, cuja negociação foi conduzida pela SAE (Secretaria de Assuntos Estratégicos), está gerando um forte ressentimento entre oficiais graduados do Exército. Eles alegam que a British, através da subsidiária Land Rover, tem interesse em aproveitar a linha de montagem da Engesa apenas para a produção de jipes, o que eliminaria a auto-suficiência conquistada pelo Brasil na fabricação de carros de combate e veículos blindados sobre rodas. O acordo foi alinhavado em Londres (Inglaterra), na semana passada, mas ainda está dependente de uma imposição da British Aerospace, que seria um compromisso do Exército brasileiro de adquirir 700 jipes Land Rover, para consolidar o investimento britânico. O acerto prevê o controle acionário da Engesa pela British Aerospace, com 40% das ações com direito a voto, enquanto a Construtora Norberto Odebrecht e o Banco Schahin Cury ficariam com 20% cada. A IMBEL (Indústria de Material Bélico, controlada pelo Exército) teria 11% e o restante seria diluído entre os funcionários da Engesa (JC).