A existência de uma verba secreta da SAE (Secretaria de Assuntos Estratégicos), no valor de US$65 milhões, foi utilizada para a importação de centrifugadoras para a usina de Aramar, em Iperó (SP). Estes equipamentos-- que entram em funcionamento dentre de um mês e meio-- são destinados ao enriquecimento de urânio em quantidade suficiente para construir a primeira bomba atômica brasileira, segundo revela a revista Veja desta semana. O titular da SAE, Pedro Paulo Leoni Ramos, voltou a desmentir que o enriquecimento de urânio será utilizado para fabricação da bomba atômica. Iperó, entretanto, possui agora mais de 900 centrifugadoras, um equipamento capaz de produzir urânio com um grau de pureza superior a 90%, necessário para servir como matéria-prima de materiais bélicos (JB).