CONSELHEIRO DA ONU ELOGIA TEXTO DO BRASIL

Se depender do conselheiro especial da ONU para a Rio-92, Ignacy Sachs, a conferência deve ser uma oportunidade para "o Sul confrontar o Norte com suas responsabilidades". Para Sachs, é muito importante que a Rio-92 transceda uma interpretação de globalidade "definida pelo hemisfério Norte e inaceitável para o Sul", porque "os problemas ambientais do Brasil passam pelos de transferência de tecnologia, financiamento e dívida". Ignacy Sachs elogiou o relatório do governo "Subsídios Técnicos para a Elaboração do Relatório Nacional para a Conferência das Nações Unidas Sobre Meio Ambiente". Na opinião do consultor da ONU-- que também é um dos responsáveis pelo projeto do documento-síntese para o Congresso Mundial das Organizações Não-Governamentais, em Paris (França), em dezembro (preparatório à Rio-92)-- "as ONGs claramente subestimaram o documento e não compreenderam seu objetivo. O Brasil mobilizou uuma centena de especialistas, em pouto tempo, e produziu um livro de duas mil páginas para a informação dos outros países, não para ser debatido na conferência. É um esforço de documentação e de diagnóstico exemplar" (FSP).