O presidente Fernando Collor foi recebido com festa ontem, em Niterói (RJ), em sua 20a. visita ao Rio desde a posse. Exatamente dois anos antes, Collor tinha sido hostilizado na mesma cidade por manifestantes do PDT, num dos mais violentos episódios da campanha eleitoral que levou o então candidato do PRN ao Palácio do Planalto. Desta vez, simpatizantes do partido foram saudá-lo com faixas e cartazes de boas-vindas. "Tudo pelo Brasil", dizia uma das faixas exibidas por um grupo de pessoas que aguardava na Fortaleza de Santa Cruz o presidente e o governador Leonel Brizola (PDT). Mais tarde, Collor discursou no Seminário Nacional sobre a Indústria Marítima, na Base Aérea do Galeão, e prometeu formar uma comissão com representantes dos governos federal (Ministérios da Marinha, Infra- estrutura e Economia) e estadual (três representantes) para estudar, em 30 dias, as reivindicações da indústria de construção naval do Rio. No documento final do seminário, os industriais reivindicam tratamento especial, semelhante ao que recebe a indústria naval de países desenvolvidos. Além disso, pleitearam que o comércio de embarcações tenha isenção de impostos (IPI e ICMS), e que elas passam a ser tratadas como produtos de exportação. Pediram, também, um reforço para o Fundo da Marinha Mercante, com a ampliação do adicional de frete para renovação da frota. Os industriais manifestaram, ainda, o desejo de que empresários e trabalhadores passem a ter participação no Conselho de Administração do Fundo. Eles querem que 80% da arrecadação dos sistemas portuários regionais revertam para investimentos nos portos (O ESP) (JC) (GM).