O Banco Central informou ontem que a base monetária (papel-moeda em circulação mais reservas bancárias) teve, pela média dos saldos, crescimento de 11,7% em julho, atingindo Cr$2,704 trilhões (Cr$2,422 trilhões em junho). Foram emitidos, no mês passado, Cr$96,5 bilhões. O principal fator de expansão em julho foi o desbloqueio de cruzados novos motivados por decisões da Justiça. Foram liberados Cr$249 bilhões. O BC informou também que as reservas cambiais do país atingiram US$9,2 bilhões no final de junho, com acréscimo de US$814 milhões em relação ao saldo registrado no final de maio. É o maior saldo de caixa do Brasil desde 1982, quando começou o levantamento sistemático das reservas. De acordo com o BC, o aumento das reservas ocorreu principalmente pela grande oferta de divisas provenientes das exportações, de captação de recursos por empresas (por meio de "commercial papers") e da obtenção de financiamentos ao comércio exterior (O ESP) (GM).