Os achanincas ou campas, uma tribo indígena do Acre, com cerca de 300 índios, denunciaram ontem ao procurador-geral da República, Aristides Junqueira, que vêm recebendo ameaças de morte de traficantes que os obrigam a plantar coca, matéria-prima da cocaína. Os representantes da aldeia, Antônio e Moisés Pianco, afirmaram que estão cercados por traficantes, madeireiros e posseiros. Eles apontaram um traficante conhecido por Nanci Freitas como autor das ameaças aos índios da aldeia, localizada às margens do Rio Amonea, afluente do Juruá, na divisa do Acre com o Amazonas. Os índios reclamaram também da omissão da FUNAI, por não ter demarcado a reserva (com área de 91 mil hectares), e da Polícia Federal, que identificou os traficantes e até agora não prendeu ninguém (O ESP).