A presença de missões religiosas nas comunidades indígenas foi condenada ontem pelo presidente da FUNAI, Sidney Possello, em depoimento na CPI da Câmara que apura as denúncioas de internacionalização da Amazônia. Ele classificou essas missões como resquícios de colonização que devem ser combatidos. Possuello acrescentou que não acredita nas denúncias de invasão da Amazônia, nem no envolvimento de religiosos em atividades que reforcem essa suspeita. Mas explicou que se opõe ao trabalho dos missionários nas áreas indígenas por causa dos prejuízos que provocam na cultura desses povos. O presidente da FUNAI defendeu a participação do governo também na preservação dessa cultura, e não apenas na proteção das áreas das reservas, para evitar a "dilaceração" das tribos. O presidente da FUNAI denunciou também na CPI que os índios brasileiros estão sendo utilizados para transporte de pasta de coca pelo narcotráfico de Rondônia. O serviço que eles prestam aos traficantes é pago em dinheiro ou mercadorias, conforme agentes da FUNAI já puderam constatar entre os índios suruís, em Cacoal, cidade do deputado federal Jabes Rabelo (O ESP) (JB).