O presidente da Associação Comercial de Duque de Caxias (RJ), Getúlio Gonçalves, um dos acusados de financiar grupos de extermínio na Baixada Fluminense defendeu ontem a pena de morte para crimes hediondos. Gonçalves negou, em depoimento na CPI da Câmara que investiga o extermínio de menores, ter envolvimento na morte de crianças. Em seu depoimento, admitiu ser amigo do comerciante Pedro Nunes, o "Pedro Capeta", indiciado na Justiça pela morte de menores. "São denúncias infundadas e o Capeta foi o bode expiatório escolhido", disse. A presidente da Pastoral do Menor em Fortaleza (CE), Belisa Guedes, denunciou à CPI o desaparecimento de 30 crianças na cidade nos últimos quatro anos e que 1.374 crianças e adolescentes, entre zero e 17 anos, foram estupradas nos dois últimos anos (FSP) (O ESP).