Apenas 20 propostas foram apresentadas ontem na reunião preliminar da audiência pública que discutirá, amanhã, o relatório oficial do Brasil para a Rio-92. As entidades ambientais criticaram, na sede do IBAMA, em Brasília, o curto período-- 20 dias-- que tiveram para analisar o documento do governo. Segundo o IBAMA, das 20 propostas, a maioria não está de acordo com o que deve constar no relatório brasileiro. O tratamento que o relatório preliminar deu a questões como energia nuclear, preservação do Pantanal e conservação do cerrado foram criticadas por entidades ambientalistas presentes ao encontro. A Secretaria de Desenvolvimento Regional divulgou duas propostas que deverão constar do relatório brasileiro. Uma diz que os estados onde estão inseridos os ecossistemas têm o direito de legislar internamente sobre esses espaços e seu uso, levando em consideração as prioridades nacionais. Outra, afirma que a exploração econômica das florestas para uso racional vai além da madeira, produtos vegetais e fontes energéticas. Também são considerados espaços econômicos rentáveis as reservas minerais, o turismo e a ocupação humana em áreas selecionadas para atividades produtivas (JC).