Trinta e oito empresas de segurança e vigilância do Estado do Rio de Janeiro são suspeitas de envolvimento com grupos de extermínio de menores. Ontem, a CPI da Câmara dos Deputados que investiga esse tipo de crime encaminhou a lista com as firmas ao Ministério da Justiça, que deverá apurar o caso. Em depoimento na CPI, a operária Marilene de Souza denunciou a morosidade da Justiça do Rio de Janeiro, que, um ano depois, ainda não solucionou o desaparecimento de sua filha, Rosana de Souza Santos, e mais oito adolescentes, num sítio, em Magé (RJ), em julho de 1990. Marilene disse que policiais militares estariam envolvidos e que sua filha e os outros jovens, todos moradores da Favela de Acari, foram mortos numa "queima de arquivo". A CPI irá ao Rio para ouvir o depoimento de outras mães de Acari (O Globo).