CONSULTOR DA ONU ANALISA DESAFIOS DA RIO-92

Há três cenários possíveis para a Rio-92: o otimista, o pessimista e o realista. No primeiro, os problemas ambientais são equacionados dentro da ótica do desenvolvimento. No quadro pessimista haverá pouca relação entre as palavras e a ação. Finalmente, no cenário realista, os países do Sul conseguirão abordar claramente as relações entre ambiente e desenvolvimento colocando os países industrializados ante as suas responsabilidades. Esta é a análise que o conselheiro especial da ONU (Organização das Nações Unidas) para a Rio-92, Ignacy Sachs, deverá fazer ammanhã, em palestra na USP (Universidade de São Paulo). No seu entender, não há sinais no palco político mundial para que o cenário otimista ocorra. Isso me parece claro diante da lentidão com que se negocia a questão da
39939 dívida ou o acesso à tecnologia, disse ele, ontem, em São Paulo. Para ele, "se a conferência conseguir mapear claramente os problemas ambientais e sugerir compromissos para o futuro, estaremos no cenário realista". Isso significa, na sua opinião, que tanto os países em desenvolvimento quanto os desenvolvidos passarão por fases de transição (GM).