O Sindicato Nacional das Distribuidoras de Combustíveis (Sindicom) afirma que o mercado negro de álcool no Brasil já movimenta 700 milhões de litros por ano, o que equivale a Cr$93,1 bilhões. Pelas estimativas do governo, no entanto, o mercado ilegal de venda de álcool movimenta cerca de 100 milhões de litros, o que equivale a Cr$13,3 bilhões por ano. A venda clandestina de álcool mobiliza uma sofisticada indústria de comercialização. Com um simples telefonema, é possível contratar a compra de álcool no mercado negro, em São Paulo. Antes do último aumento de preços dos combustíveis, o produto estava sendo oferecido no mercado negro a Cr$98,00 o litro. A este preço, o dono do posto de fornecimento de combustíveis consegue duplicar sua margem de ganho, já que o preço para compra das distribuidoras, na mesma ocasião, estava em Cr$110,00 o litro. O esquema para a venda do álcool clandestino chega à sofisticação de possibilitar que o projeto seja descarregado nos postos por caminhões pintados com a mesma cor da distribuidora ao qual o posto está vinculado. O artifício visa driblar a fiscalização (FSP).