A greve nacional de docentes e funcionários de universidades federais completa hoje dois meses. Com ela, 20% dos estudantes universitários do país (cerca de 300 mil) terão que remendar seu currículo; milhões de pessoas estão sem atendimento hospitalar; verbas para pesquisa estão sendo desperdiçadas. A reivindicação de aumento salarial não é atendida pelo governo e o Ministério da Educação diz que não paga os dias parados. Foram 84 dias de greve em 1984, cerca de 60 em 1987 e mais de 70 em 1989. O presidente do sindicato nacional dos docentes (ANDES), Carlos Eduardo Baldijão, diz que "os professores resolveram fazer a greve porque estavam indignados". Seus salários, para readquirirem o poder aquisitivo de março de 1990 teriam que ser multiplicados por 3,21 (FSP).