CONTRABANDO DOMINA SETOR DE INFORMÁTICA

As dificuldades criadas pela Lei de Informática para importação de equipamentos e os preços altos dos microcomputadores nacionais estão fazendo a informática ocupar, nas listas do contrabando, o lugar que nos anos 80 foi das câmaras e dos videocassetes. A participação das máquinas ilegais no mercado total já chega a 60%, afirmam os fabricantes, e poderá aumentar mais no próximo ano, matando as empresas nacionais antes do fim da reserva de mercado, previsto para outubro de 1992. Para os empresários do setor, mais do que caso de polícia, o contrabando é um problema de mercado. "A melhor forma de reverter esses volumes é reduzir o preço do micro nacional e as alíquotas de importação dos equipamentos", diz um fabricante que não quis se identificar (FSP).