PESQUISA APONTA PRECONCEITO DE COR EM ESCOLAS DE BH

País com grande contingente de pessoas negras, onde a discriminação
39875 racial é legalmente proibida, o Brasil ainda convive com problemas de
39875 cor. Uma pesquisa da Fundação João Pinheiro (FJP) concluiu que a violência psicológica sofrida por crianças negras é um fator de estímulo à evasão escolar. Intitulada "Racismo na Escola-- Linguagem do Silêncio", a pesquisa incluiu entrevistas com adultos negros e um levantamento em escolas da rede pública de Belo Horizonte (MG) em que a maioria dos alunos é negra. A primeira fase do trabalho, em 1985, mostrou que as escolas adotam critérios discriminatórios já no ato da matrícula. A clientela é selecionada de maneira homogênea. Há escolas públicas que se especializam em crianças de classe baixa, enquanto outras voltam-se para crianças de classe média. De acordo com o trabalho, quando uma escola recebe clientela heterogênea, tenta homogeneizá-la ao definir turnos e turmas. O Ministério da Educação, que financiou a pesquisa, já tem o resultado do trabalho da FJP, com propostas para modificação do quatro de racismo nas escolas públicas. Uma das sugestões é a realização de um diagnóstico mais abrangente sobre a realidade do aluno negro no país e um trabalho de conscientização, por parte do Ministério, junto aos professores e funcionários das instituições de ensino (JC).