FIESP DEFENDE INDEXAÇÃO SALARIAL ATÉ DOIS MÍNIMOS

Apesar de não abdicar do ideal da livre negociação salarial, a FIESP defenderá neste mês, junto ao Congresso Nacional, a indexação dos salários até dois mínimos. O diretor do Departamento Sindical da entidade, Celso Hahne, admitiu ontem que o avanço do custo de vida vem prejudicando os trabalhadores e a curto prazo não existe perspectiva da inflação baixar. "Em São Paulo, as indústrias estão dando antecipações e os empregados não ganham menos que dois salários. Mas em outros estados a situação é diferente", explicou. A limitação da indexação contará, porém, com a oposição de todas as centrais sindicais do país, que utilizarão dados do DIEESE, mostrando que reajuste salarial não alimenta inflação. O presidente da Força Sindical, Luiz Antônio de Medeiros, está organizando uma campanha nacional pela indexação, bandeira que tem a adesão também da CUT (O Globo).