BRASIL VAI À ONU EXIGIR COMPENSAÇÃO PELA GUERRA NO GOLFO

Nos próximos 15 dias o Itamaraty convocará os empresários brasileiros que exportavam para o Iraque para ouvir deles suas queixas sobre perdas relacionadas com a invasão iraquiana ao Kuwait. Essa decisão, que acaba de ser tomada na Chancelaria, está em sintonia com a Resolução 692 da ONU, de abril, estabelecendo compensação para reparar os prejuízos causados pela ocupação do Kuwait pelo Iraque. No Brasil, existem cerca de 12 empresas que mantiveram um relacionamento comercial e de negócios com o Iraque antes de dois de agosto de 1990, data da invasão. Apenas os prejuízos contabilizados pelas empresas após dois de agosto poderão ser objeto de reclamação junto à ONU. As pendências anteriores terão de ser cobradas por outros canais. A Construtora Mendes Júnior é de longe a que mais tem a receber dos iraquianos e, por esta razão, já se antecipou em matéria de provas de prejuízos e de documentação necessária para pleitear uma indenização. A Construtora estima prejuízo da ordem de US$115 milhões com a guerra no Golfo Pérsico (GM).