MULTINACIONAIS DEIXAM DE INVESTIR EM MINERAÇÃO NO BRASIL

A indústria brasileira de mineração está investindo, este ano, cerca de US$300 milhões-- pouco mais de um terço dos US$760 milhões gastos em 1990-- em pesquisa, ampliação do parque extrativista e desenvolvimento tecnológico. Grupos empresariais com tradição no ramo, como Arbi, TVX e Conami estão transferindo suas atividades para o Chile e Uruguai, onde a legislação e carga tributária do setor são mais atraentes. Desestimuladas pela definição constitucional de empresa brasileira, as multinacionais que tinham planos de investimento no país engavetaram seus projetos na expectativa de que alguma coisa mude na revisão constitucional de 1993. A constatação é do presidente do IBRAM (Instituto Brasileiro de Mineração), Cyro Cunha Melo, para quem a extração mineral caminha para trás e, se o quadro não for revertido, o país pode voltar à era do faroeste. Segundo ele, o sintoma mais claro desse perigo é a multiplicação dos garimpos e a extração predatória dos recursos minerais, com sérios danos ao meio ambiente (JC).