CONFLITO MARCA VISITA DE COLLOR A MARINGÁ

Incidentes envolvendo militantes da CUT, do PT, do PC do B e da União da Juventude Socialista, seguranças da Presidência da República e soldados da Polícia Militar marcaram ontem a visita do presidente Fernando Collor a Maringá (PR). Collor reagiu à manifestação do palanque, montado num conjunto de casas populares. "Chega dessas discussões partidárias ou ideológicas, porque elas não enchem o prato de comida do pobre nem aumentam o salário", disse. Durante o conflito, foi preso o estudante Nilson Américo. A PM apreendeu uma faixa assinada pela União da Juventude Socialista com a inscrição "Collor fora daqui". Um ônibus com jornalistas foi apedrejado. Havia cerca de 10 mil pessoas no comício. Cerca de 30 manifestantes gritavam "arroz, feijão, salário, educação". Seguranças da Presidência e PMs desfizeram a manifestação com socos, pontapés e cassetetes. O presidente Fernando Collor assinou convênios de Cr$10 bilhões para a implantação, nos próximos quatro meses, do Programa de Habitação Popular do Paraná, e de Cr$564 milhões para realização de um projeto de abastecimento de água e de módulos sanitários em 49 comunidades rurais, beneficiando 33 municípios. Para o Município de Curitiba foi destinado Cr$1,4 bilhão para a realização do projeto "Sítio Cerrado", que prevê a construção de 10 mil casas nos próximos 30 meses, com recursos do FGTS. O Município de Ponta Grossa receberá Cr$171 milhões do Ministério da Educação e mais Cr$421 milhões do Ministério da Saúde (O ESP) (GM) (FSP).