As 55 famílias de trabalhadores rurais sem-terra instaladas na Fazenda São Jorge, no distrito de Cidelândia, em Imperatriz (MA), que tiveram casas e lavouras destruídas por policiais militares na semana passada, além de três companheiros presos, foram agora cercados na área que ocupam e estão impedidos de deixar suas casas. O cerco, organizado pelo pretenso proprietário Zequinha Rocha, vem sendo executado por pistoleiros. Os presos na ação da PM foram Joaquim Gomes de Oliveira, Antônio Edivaldo e José Alves Soares. Agora, a OAB em Imperatriz está denunciando o desaparecimento do lavrador José Martins da Silva. Segundo a OAB, os soldados chegaram a obrigar dois trabalhadores rurais a comer carne com excesso de sal e pimenta e um deles foi forçado a engolir uma porção de esterco de galinha. A Fazenda São Jorge tem cerca de cinco mil hectares, dois mil deles ora reivindicados na Justiça por Zequinha Rocha, ex-presidente da Cooperativa dos Garimpeiros de Serra Pelada (JB).