Na avaliação dos empresários, a antecipação da liberação dos cruzados novos não deverá provocar impacto sobre a inflação. Reunidos ontem na sede da FIESP, representantes do setor industrial de todo o país consideraram a medida acertada, porque deverá estimular a poupança, evitando uma aceleração do consumo e consequente reflexo sobre a inflação. "Não haverá explosão de consumo por causa dos cruzados", disse o presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Albano Franco. Em seu entender, os efeitos da antecipação sobre a atividade econômica serão pequenos, porque os donos dos cruzados tenderão a poupar boa parte dos recursos que serão liberados. A medida foi recebida pelos empresários como uma forma de o governo ganhar credibilidade junto à população, que há menos de um mês considerava remota a hipótese de devolução. O presidente da CNC (Confederação Nacional do Comércio), Antônio Oliveira Santos, prevê que o setor poderá absorver 60% dos recursos da primeira liberação de cruzados, a partir de 15 de agosto. "Muita gente vai querer comprar logo produtos como televisão e outros eletrodomésticos", afirmou (O ESP) (JC).