Segundo pesquisa do DIEESE, de um total de 51 categorias profissionais de todo o país, 42 (82% do total) receberam em junho deste ano um salário com poder de compra inferior à metade daquele pago em março de 1990. Entre março e junho deste ano, 88% das categorias pesquisadas obtiveram algum reajuste salarial, com percentuais variando entre 5% e 40%. Em março deste ano, apenas 17 dos 51 sindicatos analisados conseguiram negociar o pagamento de uma antecipação salarial. Em junho, o número pulou para 33, indicando um aumento na frequência das correções salariais. Para o DIEESE, a pressão dos sindicatos dos trabalhadores propiciou essa evolução nas correções salariais. O trabalho do DIEESE indica ainda que nenhuma das 51 categorias pesquisadas conseguiu retornar ao salário real pago em março de 1990. A melhor situação é a dos metroviários de São Paulo, que receberam, em junho, um salário equivalente a 68,34% daquele pago no mês de março do ano passado. Em situação muito pior estão os trabalhadores do comércio, cujo salário vale apenas 22,02% do de março de 1990 (JC).