NOVO PRESIDENTE DA CUT PAULISTA ANUNCIA GREVES

José Lopes Feijó, eleito no último dia 28 presidente estadual da CUT (Central Única dos Trabalhadores) paulista, pretende reeditar a chamada primavera de lutas do ano passado, apelidada pelo governo de "setembro negro". Aproveitando a campanha salarial de categorias fortes como a dos bancários, Feijó disse que a idéia é mais uma vez unificar o máximo de movimentos durante o mês de setembro, para forçar a recuperação de perdas e a indexação dos salários. O novo presidente, que também é secretário-geral do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema, saiu vitorioso na eleição que encerrou o 6o. Congresso Estadual da CUT, realizado em Santos. Sua chapa, apoiada pela Articulação, a tendência majoritária da central, obteve 855 votos (57,3%) de um total de 1.492. Desse modo, garantiu seis cargos para a Articulação na direção executiva. Uma aliança de tendências mais à esquerda, unindo CUT pela Base, Convergência Socialista, O Trabalho e Corrente Sindical Classista, além de outras facções menos expressivas, formou a chapa dois, que obteve 626 votos (41,9%) e os restantes cinco cargos (O ESP).