O ministro da Educação, Carlos Chiarelli, disse ontem que a greve nas instituições federais de ensino superior, iniciada a nível nacional em cinco de junho, chegou a "um limite de situação". Para ele, o desconto dos dias parados nos salários dos professores e funcionários não significa uma radicalização do governo. "Antes de ser jurídico, é um problema ético. Antes de ser legal, é problema de caráter", disse. Chiarelli afirma que "não são poucos" os professores universitários que "não merecem ganhar o que ganham". Mas acrescenta que os docentes dedicados recebem menos do que deveriam. Quarenta e sete das 52 instituições de ensino superior estão paradas. Cerca de 46 mil docentes e 105 mil funcionários estão em greve. Eles reivindicam piso de, no mínimo, Cr$121 mil; ao todo, 640% de reposição salarial. O governo propõe piso de Cr$87 mil e reajuste médio de 60% (FSP).