O crescimento que o governo deseja para a próxima safra de verão deve esbarrar na disponibilidade de semente. A oferta é insuficiente para fazer a produção agrícola pular de 56,7 milhões para 70 milhões de toneladas de grãos. Pelos cálculos da Associação Brasileira dos Produtores de Sementes (Abrasem), a disponibilidade hoje permite colher em 1992 algo em torno de 65 milhões de toneladas, em condições normais de clima e produtividade. "Não há sobra nem falta", afirma Edeon Vaz Ferreira, diretor-executivo da Abrasem. Ele diz que a oferta para este ano está dentro dos padrões brasileiros. A limitação imposta pela oferta de sementes é cultural. De acordo com estudo da entidade, a taxa média de utilização desse insumo é de 65% na região Centro-Sul (excluindo RJ e ES, incluindo o sul da Bahia) (FSP).