FMI EXIGE DO BRASIL CORTE DE GASTOS

O FMI (Fundo Monetário Internacional) só deverá assinar um acordo stand-by (com prazo de 18 meses) se o Ministério da Economia encaminhar ao Fundo um severo programa de corte de gastos e aumento da receita. O objetivo é gerar um superávit primário no setor público superior a 3% do PIB (Produto Interno Bruto). Seria hoje uma economia anual superior a US$9 bilhões, juntando governos federal, estaduais e municipais, empresas estatais e Previdência. O superávit primário mede apenas a diferença entre a receita de impostos e as despesas, sem levar em conta a dívida interna, juros ou correção monetária. Este ano, a meta poderia ser flexibilizada, desde que refletisse os primeiros resultados do ajuste. Mas a partir de 1992 o superávit de 3% teria que ser repetido sucessivamente. O argumento do Fundo é que não adianta mais um acordo que não seja cumprido, ou que não resolva os problemas brasileiros, o que não ajudaria o país e ainda desmoralizaria o FMI. Segundo assessores do Ministério da Economia, a política econômica atual não é capaz de gerar superávits superiores a 1% do PIB (O Globo).