Militares e civis filiados à Associação dos Diplomatas da Escola Superior de Guerra (Adesg), que divulga o ideário nacionalista da entidade, entendem que a pressão internacional para preservação da Amazônia imbute um projeto de controle estrangeiro sobre a região. "Não há dúvida de que existe um interesse muito grande dos países ricos em intervir na Amazônia", afirma o delegado da Adesg no Rio de Janeiro, Placidino Guerrieri Brigagão, que promoveu até ontem, na sede da associação, uma série de palestras sobre ecologia e meio ambiente. Brigagão considera como sinal intervencionista a decisão dos sete países mais ricos (G-7) de atribuir à ONU o direito de intervir em países, como uma espécie de poder de polícia, conforme deliberação da reunião de Londres (Inglaterra), semana passada. "A ameaça de intervenção, hojé, já não é mais velada depois dessa reunião", diz o coordenador regional da Adesg no Rio, Cezar Arthur Corrêa da Rocha. A preocupação com a Integridade do patrimônio nacional" está na página 63 da mais recente edição do livro "Doutrina", espécie de bíblia da ESG. O texto equipara a campanha do petróleo, na década de 50, à defesa da Amazônia, "cuja preservação representa manter um patrimônio de valor que ainda está por ser dimensionado em toda sua grandeza" (FSP).