Por preços superiores aos do mercado, o Ministério da Saúde comprou em junho, para distribuir a populações carentes, 36,5 toneladas de alimentos básicos. Só na compra de 8,4 mil toneladas de feijão, compradas de 20 fornecedores pelo INAN (Instituto Nacional de Alimentação e Nutrição), os cofres públicos tiveram um prejuízo de Cr$1,5 bilhão. No dia 10 de junho, o governo pagou o quilo do feijão tipo 4, o de pior qualidade, a Cr$364,00. Nesse dia, a Bolsa de Mercadorias e Futuro de São Paulo cotava o tipo 1, o de melhor qualidade, no máximo a Cr$300,00 o quilo. A empresa intermediária da negociação (Vale do Araguaia Cereais Ltda., de São Paulo) ganhou comissão de 3% (JB).