Os cortadores de cana de Leme (SP) feridos a bala no confronto com a Polícia Militar no último dia 11, Victor Nogueira e Antônio Quirino Lopes, disseram que os policiais militares foram os responsáveis pelos disparos que mataram a doméstica Sibely Aparecida Manoel e o trabalhador rural Orlando Correia. O comandante do 10o. Batalhão da PM, tenente-coronel Tércio Varela Sendin, no entanto, insiste na versão de que os primeiros tiros partiram do interior do primeiro carro ocupado por parlamentares do PT e membros da CUT. O motorista do ônibus que transportava os trabalhadores que não estavam em greve na região, Orlando de Souza, mudou o seu relato e disse só ter ouvido um tiro quando o carro da Assembléia Legislativa de São Paulo passou à sua frente, abaixando-se para se proteger. O governador de São Paulo, Franco Montoro (PMDB), refutou as acusações que o PT e a CUT fizeram ao governo do Estado pelo incidente de Leme dizendo que "só os cegos podem atribuir o acontecimento ao governo estadual". "Estão querendo imputar ao PMDB uma responsabilidade que não é nossa e sim de agitadores que foram até lá fazerem dos trabalhadores uma grande massa de manobras" (FSP).