Cerca de 150 funcionários do IBGE ocuparam ontem, no início da noite, a sede da instituição, no Rio de Janeiro, para forçar a diretoria a iniciar negociações com a categoria, em greve há 50 dias. O presidente do IBGE, Eduardo Guimarães, chamou a Polícia Militar, que julgou desnecessária a desocupação do prédio com um batalhão de choque. Isso aliviou a tensão entre os grevistas. Hoje haverá uma reunião para discutir as reivindicações dos funcionários. Os funcionários do IBGE, 80% dos quais ganham Cr$70 mil por mês, paralisaram suas atividades em adesão à greve dos funcionários públicos de todo o país. Cerca de dois mil participantes de uma passeata de funcionários públicos realizada no centro da cidade foram para a porta do IBGE, quando souberam da ocupação, e fizeram manifestações de apoio aos trabalhadores da instituição. Participaram do ato funcionários do IBAMA, Saúde e Previdência Social, além de professores universitários. Os funcionários do IBGE garantem que, se a greve durar mais uma semana, o censo demográfico será adiado outra vez. Também o INPC de junho e julho deverá ser calculado por estimativas. A coleta de preços desses dois meses está incompleta. Dos 11 mil funcionários do IBGE, oito estão em greve (O ESP) (O Dia).