Três pessoas cujos nomes pertencem a uma lista de presos políticos desaparecidos no Brasil durante o regime militar foram mortas pela polícia política. É o que afirmam duas pesquisadoras da prefeitura de São Paulo com base em documentos encontrados no arquivo da Delegacia de Ordem Política e Social (DOPS) no Paraná, Suzana Lisboa e Maria Amélia Teles. Virgílio Gomes da Silva, dirigente da Ação Libertadora Nacional (ALN), foi o primeiro preso político desaparecido no país, em 1969. Num comunicado do extinto Serviço Nacional de Informações (SNI), o órgão informa que ele foi preso e "falecido por resistir à prisão". Em sua ficha está escrito morto "sob tortura". Os outros dois nomes são de Aylton Adalberto Mortati e Paulo Stuart Wright. Mortati era do Movimento de Libertação Popular (Molipo) e segundo relatório da PF sua casa foi invadida. Paulo Stuart Wright era deputado por Santa Catarina e tem seu nome numa pasta do 3o. Exército que diz: "Casos resolvidos, nomes a serem retirados da lista de procurados" (FSP).