O governo do Canadá criou o fundo "Andorinha Púrpura" de US$1,3 milhão para premiar projetos na área de meio ambiente apresentados por organizações governamentais e não-governamentais brasileiras. O fundo-- que tem um nome sugestivo e simboliza a integração entre o Brasil e o Canadá na área ecológica, pois a andorinha púrpura é uma ave migratória-- contribuirá para que as instituições brasileiras extraiam benefícios da Rio-92; aumente a capacidade do Brasil de contribuir para o esforço internacional visando o desenvolvimento sustentado; e divulgar projetos. Cerca de 150 estudos foram encaminhados à embaixada canadense. Destes, 10 até agora foram aprovados. O primeiro foi o relatório nacional do Brasil para a conferência da ONU de 1992, promovido pela Secretaria de Meio Ambiente da Presidência da República. A contribuição do Canadá foi de US$85 mil. O maior projeto financiado pelo governo canadense no Brasil é o do Acre, que começou neste ano. Os recursos, de cerca de US$8,6 milhões, serão destinados ao uso do extrativismo como base econômica do estado. O trabalho está sendo coordenado pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC), Estado do Acre e Conselho Nacional dos Sem-Terra. Foi aprovado também o Fundo Rio, projeto de assistência à prefeitura do Rio de Janeiro na organização da Rio-92. Os recursos-- US$43 mil-- serão usados na compra de material para a instalação de uma secretaria central de planejamento da conferência. O Canadá forneceu ainda US$85 mil ao projeto de apoio às atividades do Fórum das ONGs Brasileiras Preparatório para a Rio-92. O fórum foi criado em junho de 1990 e tem 370 entidades cadastradas (GM).