O governo brasileiro decidiu ontem suspender as negociações com a missão do FMI (Fundo Monetário Internacional) que está no Brasil desde a semana passada. O ministro da Economia, Marcílio Marques Moreira, decidiu suspender até mesmo reuniões de caráter técnico, enquanto aguarda uma resposta do Fundo à sugestão do presidente Fernando Collor de substituir o chefe da missão do FMI no Brasil, José Fajgenbaum. O governo brasileiro oficializou ao diretor-gerente do Fundo, Michel Camdessus, as críticas do presidente Collor a Fajgenbaum. O diretor do Brasil no FMI, Alexandre Kafka, foi o portador da mensagem. Em Washington (EUA), um porta-voz do FMI disse não ter, no momento, "nenhuma informação sobre o que pode ou o que vai acontecer" em relação ao impasse. O ministro das Relações Exteriores, Francisco Rezek, considerou encerrado o incidente. Apesar de condenar a atitude de Fajgenbaum, "por ter quebrado uma regra diplomática", ou seja, ingerência nos assuntos internos do Brasil, o ministro acredita que, "no nível em que se deu o incidente, não haverá prejuízo para as relações entre o governo e o FMI" (O ESP) (JC) (GM).