O governo federal tem um novo programa econômico e deve divulgá-lo tão logo termine o recesso parlamentar. A base desse programa, consolidado num conjunto de medidas, é manter a inflação sob controle nesta fase de transição, durante o qual o Executivo tentará negociar com o Congresso Nacional as medidas de caráter estrutural, principalmente voltadas para o ajuste fiscal. Há um déficit público potencial estimado para este ano em quase 2% do PIB (Produto Interno Bruto) que precisa ser equacionado, antes, portanto, da reforma tributária que o ministro da Economia, Marcílio Marques Moreira, pretende apresentar ao Legislativo. Ainda de acordo com as informações, a equipe econômica descarta medidas do tipo congelamento de preços ou dolarização generalizada da economia, mas está costurando um aperto fiscal e monetário adicional. Como o espaço para cortar os gastos públicos está reduzido a quase zero, a intenção dos assessores econômicos é usar mais a política monetária nesta etapa de negociações com o Congresso, compensando a fragilidade fiscal (GM).