O habitante das ruas de São Paulo (capital) não se enquadra mais na tradicional figura do indigente andarilho que pede esmolas. Embora forme uma população de maioria masculina, há indicações de que aumentou o número de mulheres e até de famílias inteiras que não têm casa para morar e vivem nas áreas públicas da cidade. Essas são algumas conclusões de pesquisas realizadas pela Secretaria Municipal do Bem Estar Social. A pesquisa detectou a existência de 329 locais de concentração da população que pernoita em ruas, viadutos, praças e parques, seja ao relento ou em abrigos improvisados. No mês de maio, quando foi feito o levantamento, dormiam nesses locais públicos 3.392 pessoas (O ESP).