Fazer o planejamento urbano das cidades da Amazônia é tão importante
39526 hoje quanto tornar viável as reservas extrativistas na região, para
39526 evitar que grandes amontoados populacionais destruam o meio ambiente, da
39526 mesma forma que as queimadas. A afirmação é do professor da USP, Aziz Ab Sáber, e foi dada ontem na 43a. Reunião Anual da SBPC, no Rio de Janeiro. Segundo ele, hoje, a Amazônia tem 17 milhões de habitantes e mais de 50% deles vivem em cidades. A mais populosa, Manaus, que há 15 anos tinha 300 mil habitantes, hoje tem 800 mil. A solução para evitar que o crescimento explosivo que se observou em Manaus se repita em outras cidades é fazer o controle periférico, dando aos pequenos e médios centros condições de sobrevivência. De acordo com a geógrafa e urbanista da UFRJ, Berta Becher, o autoritarismo militar fez com que o crescimento urbano no Brasil se tornasse dos mais acelerados do mundo, mesmo em áreas de pouca densidade habitacional, como o Norte e Centro-Oeste. A população urbana absoluta passou de 36,2% em 1950 para 67,6%, segundo o IBGE (JC).