EMPRESÁERIOS PREPARAM SUGESTÕES PARA A RIO-92

Crescimento dinâmico da economia com realização de investimentos de longo prazo; abertura de mercados; fim de subsídios e adoção de preços reais, sobretudo para os recursos naturais; estabilidade monetária; disciplina nos gastos governamentais; política econômica consistente, com regras claras e realizáveis; definição de critérios ecológicos na avaliação de qualquer empreendimento; e democracia, em todos os níveis. Estas sugestões, entre outras, constam do Guia para o Desenvolvimento Sustentável nos Países em Desenvolvimento: Uma Visão Empresarial, organizado por oito representantes da América Latina no Conselho Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável (BCSD). O documento é uma preliminar do trabalho definitivo que o conselho pretende concluir, em setembro, para inclusão no livro que definirá a posição de seus integrantes durante a Rio-92. Segundo o documento, o desenvolvimento sustentável é viável para a América Latina, desde quue os níveis de pobreza da região sejam drasticamente reduzidos. Isto requer rápido crescimento, o que somente se viabilizará onde prevalecer o respeito às questões ambientais. Políticas dirigidas apenas ao crescimento econômico ou à proteção
39500 ambiental são irreais, destaca o documento, divulgado ontem pelo empresário brasileiro Márcio Fortes, diretor do conselho empresarial. Para os organismos multilaterais-- BIRD e FMI--, por exemplo, o documento propõe que fatores ambientais e ligados aos recursos naturais tenham mais peso na definição de seus programas. "A assistência financeira deve ser garantida apenas às nações que estejam ativamente empenhadas em iniciar políticas de desenvolvimento", argumentam os empresários no documento (GM).