O secretário estadual de Desenvolvimento Econômico do Espírito Santo, Paulo Vivacqua-- ex-presidente da VALEC (empresa responsável pela licitação e gerenciamento da Ferrovia Norte-Sul, no governo Sarney)--, denunciou ontem a existência de sabotagem para impedir a conclusão do Corredor de Exportação Mato Grosso-Goiás-Minas Gerais-Espírito Santo. Segundo ele, a indústria automobilística, as construtoras rodoviárias e as empresas de transporte rodoviário "não estão permitindo a finalização das obras para o início da operação do Corredor". Além da pressão destes setores, Vivacqua disse que os produtores agrícolas do exterior formaram um "lobby" com as empresas locais, que querem manter o transporte de grãos do cerrado através da malha rodoviária para sabotar a conclusão do Corredor de Exportação. Segundo o secretário, faltam modestos investimentos para a conclusão desta obra (cerca de US$200 milhões), como a construção da transposição ferroviária em Belo Horizonte (MG) (JC).