O Irã, o novo parceiro preferencial do Brasil no Oriente Médio-- disposto a uma contrapartida comercial de US$2 bilhões pelo fornecimento de 180 mil barris/dia de petróleo--, que, da indústria nacional, mais do que usinas de açúcar, centrais hidroelétricas ou vagões para trens de metrô. O governo de Teerã está interessado também na compra de equipamentos e serviços militares-- de aviões a carros de combate pesados. A operação já começou. O superintendente da EMBRAER, Ozires Silva, integrou a comitiva de empresários brasileiros que esteve no Irã há duas semanas e voltou com um bem guardado segredo: além da entrega imediata de 15 aviões Emb-312 Tucano, turboélice de treinamento, no valor aproximado de US$42 milhões, Ozires trouxe a opção de venda de mais 45 dessas aeronaves-- um pedido suplementar de US$126 milhões. O mesmo pacote prevê também a instalação de um centro de instrução de pilotos, com base no Tucano. O governo do Irã está interessado, ainda, em renovar os equipamentos de primeira linha (tanques principais de batalha, artilharia autopropelida, baterias de mísseis, serviços eletrônicos e modernização de aproximadamente 350 blindados leves, carros de combate médios e peças de artilharia) do Exército. O orçamento para essa renovação é de S$100 milhões (O ESP).