MULTINACIONAIS ENTREGAM DOCUMENTO A MARCÍLIO

Os investimentos estrangeiros diretos das empresas estrangeiras no Brasil chegavam a US$1,9 bilhão ao ano, no início dos anos 80. Nos últimos anos, porém, o país tornou-se menos atraente e a entrada de dinheiro novo mal chegou a US$600 milhões em 1990. Com esses dados em mãos, executivos de multinacionais almoçaram ontem em Brasília com o ministro da Economia, Marcílio Marques Moreira, e entregaram um estudo com uma série de medidas que consideram necessárias para recuperar o investimento estrangeiro no país. Se o governo não facilitar o ingresso de recursos externos, alertam os empresários, não garantirá o crescimento sustentado da economia. Os executivos deixaram claro que é necessário rever as leis que regulam os investimentos estrangeiros. As reivindicações incluem a redução das taxas sobre remessa de lucros por meio da revisão da Lei 4.131, de 1962, concessões na área tributária, como a redução de 25% para 15%, e a revisão das normas cambiais em vigor. Os empresários pedem ainda a extinção de Irritações burocráticas" como a falta de isonomia tributária para capital nacional e externo. Querem também o pagamento de royalties pelas filiais às matrizes localizadas no exterior pelo uso de tecnologia e proteção à propriedade intelectual (patentes). Entre os empresários presentes ao almoço estavam Edson Musa (Rhodia), Robert Broghton (Shell) e Gunnar Vikberg (Associação Nacional das Câmaras Americanas e coordenador do Grupo de Investidores Estrangeiros-- que representa 26 executivos de múltis no Brasil) (O ESP) (FSP) (JB).