PLANO BRASILEIRO TEM APOIO DE KOHL E JOHN MAJOR

O chanceler da Alemanha, Helmut Kohl, e o primeiro-ministro da Grã- Bretanha, John Major, defenderam ontem, no primeiro dia da reunião dos chefes de governo dos sete países mais ricos do mundo (G-7), em Londres (Inglaterra), a concessão imediata de verbas para o projeto piloto de conservação das florestas tropicais apresentado pelo governo brasileiro. O Grupo dos Sete tem que emitir um sinal muito claro sobre o plano, disse Kohl. O G-7 decide hoje ou amanhã se investe US$1,56 bilhão no projeto piloto-- que vem a ser o maior investimento em proteção ambiental, sobretudo na Amazônia, já feito no país. O governo japonês "não está preparado para assumir compromissos em Londres" em favor do projeto de conservação da Amazônia brasileira, disse uma fonte da delegação japonesa. Segundo ele, "ainda existem especificidades e detalhes que devem ser discutidos". Entre esses detalhes está uma melhor definição das fontes e mecanismos de financiamento. Por força da pressão do "lobby" ambientalista internacional sobre o BIRD (Banco Mundial) e a Comunidade Européia, Organizações Não-Governamentais (ONGs) brasileiras foram chamadas a participar do Programa Piloto para a Proteção das Florestas Tropicais do Brasil. Onze ONGs criaram o "Grupo de Trabalho para o Projeto G-7" para acompanhar o programa. Outras entidades denunciam a "estratégia de cooptação". O Fórum das ONGs Brasileiras para a Rio-92 pediu ao BIRD a suspensão do plano-- para discutir melhor. A CUT (Central Única dos Trabalhadores) é contra. O IBASE (Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas) afirma que não pode haver plano "sem que sejam alteradas as condições de hegemonia política e cultural da região". A União Protetora do Ambiente Natural rejeita a concessão de recursos ao governo Collor. A nacionalista Sociedade de Preservação dos Recursos Naturais e Culturais da Amazônia rechaça "a venda da Amazônia às super-potências". O presidente dos EUA, George Bush, conseguiu o apoio dos outros seis governantes para uma declaração que exige a interrupção do programa nuclear do Iraque (O ESP) (FSP) (GM).