O governo do Estado do Rio de Janeiro financiará este ano US$24 milhões (cerca de Cr$7,8 bilhões) em bolsas e projetos de pesquisa, mas impõe uma condição aos interessados: terão prioridade os que desenvolverem programas que correspondam às necessidades sociais e econômicas do Rio de Janeiro, nas áreas de saúde, educação, transportes coletivos, segurança pública, meio ambiente e agricultura. Segundo o secretário de Indústria, Comércio, Ciência e Tecnologia, Luiz Alfredo Salomão, a nova proposta de política científica do governo pretende adequar a produção acadêmica às prioridades do estado. "O cientista quer recursos para fazer o que bem entende. Não concordamos com essa política. Temos necessidades sociais e não há mal algum em dirigirmos os recursos", acrescentou o secretário. A nova concepção mudará os critérios de distribuição de bolsas. Antes, bastava que o interessado-- com mestrado ou doutorado-- apresentasse um projeto para se candidatar a uma bolsa, independentemente do assunto escolhido. Agora, o governo quer adequar pelo menos 70% das propostas às suas necessidades (O Globo).